Entre o medo do diagnóstico, os desafios do tratamento e a força da fé, a técnica do Serpro compartilha sua história e mostra como o apoio, o cuidado e a esperança fazem diferença ao longo da jornada contra o câncer de mama.
O Outubro Rosa é um convite à prevenção, mas também à escuta, ao acolhimento e à valorização de histórias que inspiram. Para além dos laços cor-de-rosa e das campanhas de conscientização, existem mulheres que enfrentam, diariamente, os desafios de um diagnóstico de câncer de mama. Histórias que falam de medo e incerteza, mas também de coragem, fé e vontade de viver.
É nesse contexto que conhecemos a trajetória de Gisele Spigarollo Moro, Técnica da Superintendência de Segurança da Informação do Serpro. Em um relato sincero, ela compartilha como descobriu a doença, os desafios enfrentados durante o tratamento e as pessoas que fizeram a diferença nesse caminho. Sua história nos lembra que, mesmo diante das maiores incertezas, é possível encontrar forças para seguir em frente.
Quando o medo dá lugar à necessidade de agir
Em maio de 2023, Gisele percebeu uma alteração na aréola da mama. No dia seguinte, a mancha, que antes era escura, havia ficado preta. Diante da mudança, decidiu antecipar os exames de rotina que estavam previstos para outubro daquele ano.
A decisão de não esperar foi o primeiro passo de uma jornada que mudaria sua vida.
O histórico de câncer de mama na família, especialmente o da mãe, tornou aquele período ainda mais delicado. Embora mantivesse os exames preventivos em dia, Gisele precisou lidar com a possibilidade de um diagnóstico que até então fazia parte de seus temores, mas nunca de sua relaidade.
A confirmação do câncer trouxe lágrimas, medo e muitas perguntas. Como seria o tratamento? Como contaria à mãe, que tinha 87 anos na época? Como enfrentaria tudo o que estava por vir?
Eram dúvidas que não tinham respostas imediatas. Ao mesmo tempo, Gisele tentava encontrar algum conforto na possibilidade de ter descoberto a doença em uma fase inicial.
Sua experiência reforça a importância de conhecer o próprio corpo e procurar atendimento médico diante de qualquer alteração suspeita. Embora nem toda mudança represente câncer, observar os sinais e buscar avaliação profissional sem demora pode contribuir para um diagnóstico oportuno e ampliar as possibilidades de tratamento.
O apoio que faz a diferença
Receber um diagnóstico de câncer é uma experiência que ultrapassa os limites físicos da doença. O impacto emocional, as incertezas e as mudanças na rotina tornam o apoio de pessoas próximas ainda mais importante.
Para Gisele, o esposo e quatro amigos muito especiais do Serpro foram fundamentais naquele momento. A presença dessas pessoas ajudou a tornar os dias difíceis mais suportáveis, oferecendo força e acolhimento quando ela mais precisava.
Essa rede de apoio também aparece na mensagem que Gisele deixa para outras mulheres que estejam passando pela mesma situação:
A simplicidade dessas palavras carrega uma experiência vivida. Não se trata de ignorar o medo ou minimizar as dificuldades, mas de reconhecer que cada etapa tem seu próprio tempo e que ninguém precisa enfrentar tudo sozinho.
Cuidado que vai além do tratamento
Durante a jornada, o acesso aos cuidados de saúde também teve um papel importante. Gisele realizou todo o tratamento no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, e relata que não enfrentou dificuldades com as autorizações das cirurgias, quimioterapias e radioterapias, cujos pedidos eram encaminhados diretamente à Cassi.
Sua principal necessidade em relação ao PAS Serpro foi o fornecimento de medicamentos de alto custo. Segundo ela, após os três primeiros meses de uso, a medicação passou a ser disponibilizada regularmente.
O acesso ao tratamento envolve muito mais do que consultas e procedimentos médicos. A continuidade das medicações, a organização dos cuidados e a resolução de questões administrativas também fazem parte de uma rotina que já exige bastante de quem está enfrentando a doença. Nesse cenário, contar com suporte para superar dificuldades relacionadas ao acesso aos medicamentos representa um auxilio importante, permitindo que a paciente concentre suas energias no que realmente importa: cuidar da saúde e seguir com o tratamento.
A força encontrada nas pequenas conquistas
Quando perguntamos o que tem lhe dado força e alegria durante o tratamento, Gisele responde sem hesitar: “Deus, a fé, minha família e meus amigos.”
A espiritualidade e a presença de pessoas queridas são pilares em sua trajetória. Mas a força também aparece nos detalhes, em conquistas que, antes do diagnóstico, talvez passassem despercebidas.
“Conseguir me alimentar, sorrir e sair de casa sem o medo constante de uma contaminação devido à baixa imunidade” são algumas das pequenas vitórias que ela comemora. Outra conquista especial acontece a cada três meses, quando os resultados dos exames confirmam que o câncer não voltou.
São momentos que revelam uma nova maneira de olhar para a vida. O que antes parecia parte natural da rotina ganha outro significado. Um passeio, uma refeição, um sorriso ou um resultado favorável passam a representar motivos para agradecer e renovar a esperança.
A experiência de Gisele mostra que a jornada não é feita apenas de grandes marcos médicos. Ela também é construída dia após dia, em cada avanço, em cada gesto de carinho e em cada motivo para continuar.
Uma mensagem de fé, gratidão e esperança
Ao olhar para trás, Gisele reconhece o quanto a experiência transformou sua maneira de enxergar a vida. O caminho foi marcado por dias difíceis, lágrimas e incertezas, mas também por encontros, demonstrações de carinho e uma fé que permaneceu presente em cada etapa.
Em seu relato, cada conquista ganha um significado especial. Os exames aguardados com ansiedade, as consultas, os abraços recebidos e as pessoas que estiveram ao seu lado passaram a fazer parte de uma história que ela carrega com gratidão.
É essa percepção que orienta a mensagem que deseja compartilhar com outras mulheres: manter a esperança, respeitar o próprio tempo e reconhecer a importância de cada passo, mesmo quando o caminho parece longo.
Outubro Rosa: Cuidar de si também é um ato de amor
A trajetória de Gisele reforça uma mensagem essencial do Outubro Rosa: cuidar da saúde precisa fazer parte da rotina, não apenas de uma campanha anual. Manter o acompanhamento médico, realizar os exames indicados para cada faixa etária e condição clínica e procurar avaliação diante de alterações suspeitas são atitudes importantes para a saúde das mamas. A prevenção e o diagnóstico precoce caminham juntos com a informação e o acesso ao cuidado adequado.
A clínica Serpro de Atenção Primária à Saúde (APS) está à disposição para oferecer atendimento com foco na prevenção e acompanhar os beneficiários em seus cuidados de rotina.
Se você ainda não realizou seus exames ou precisa atualizar seu acompanhamento, acesse a plataforma Saúde Clara e agende sua consulta.
Que a história de Gisele seja também um lembrete: não adie o cuidado consigo. Reserve um tempo para ouvir seu corpo, buscar orientação profissional e cuidar da sua saúde.
Neste Outubro Rosa, o convite é simples: priorize-se. O cuidado de hoje pode fazer a diferença no amanhã.